TEXTO: NURIA DEL OLMO. @NURIADELOLMO74

Igualdade para todos

O machismo não é apenas um problema que deve preocupar as mulheres, mas deve ser uma preocupação social para todos, incluindo os homens. É uma das mensagens que impulsiona a HeForShe, a campanha da ONU Mulheres, internacionalmente liderada por Emma Watson, que visa envolver os homens na luta pela igualdade de gênero e argumenta que «se os homens não precisassem ser agressivos para serem aceitos, as mulheres não se sentiriam obrigadas a ser submissas. Se os homens não tivessem a necessidade de controlar, as mulheres não precisariam ser controladas. Se pararmos de definir uns aos outros pelo que não somos e começarmos a nos definir pelo que somos, todos podemos ser mais livres». A campanha busca envolver tanto homens quanto crianças, para participar como agentes de mudança para a igualdade de gênero, em áreas como educação, saúde, identidade sexual, trabalho e violência de gênero, entre outras. Você pode participar do movimento #HeforShe no website http://www. heforshe.org/en, incluindo as causas em que você acha que é mais importante lutar pelos direitos das mulheres e o país ao qual você pertence.

Um aplicativo que reúne causas solidárias

María Zamorano e Ido Boscolo criaram recentemente o Help. in.name, um app onde as organizações sem fins lucrativos promovem suas causas e onde as ONGs e as pessoas interessadas em fazer doações podem entrar em contato sem ter que enviar um extenso formulário em sites que não estão adaptados ao formato móvel. Com esta plataforma móvel, que atualmente funciona no formato Android, o usuário encontra diversas causas solidárias e com um único clique na tela tem a oportunidade de enviar seu dinheiro para a que mais lhe interessa. Segundo seus criadores, o aplicativo, que está tendo uma recepção muito positiva, permite simplificar o processo e melhorar a comunicação entre ambas as partes, além de ativar instantaneamente um portal de doação no momento em que qualquer catástrofe ocorrer. Mais informações em: www.helpin.name

Enfermeiras voluntárias

Mais um ano, o ‘Enfermeras Para el Mundo’ (EPM) lança seu programa de Voluntariado Internacional (VOLIN), que permite ajudar enfermeiros em países em desenvolvimento, o que, sem dúvida, é um elemento chave para contribuir para o progresso em questões de saúde na Guatemala, Bolívia e Equador, entre outros lugares. A enfermaria espanhola seleciona os melhores candidatos e oferece treinamento antes de viajarem para seus respectivos países de destino, onde são integrados por um ou dois meses nas organizações locais com as quais a EPM normalmente trabalha. O valor diferencial do programa é que é uma formação mútua. As organizações locais integram os voluntários em suas rotinas e em suas equipes, um processo de aprendizado muito enriquecedor para ambas as partes, para depois desenvolverem seu trabalho profissional na Espanha. A participação neste programa supõe uma imersão profunda em situações de pobreza e de graves carências sanitárias das populações dos países para os quais viajam, e também uma oportunidade para compartilhar experiências com outras culturas e estilos de vida. Mais informações em: www.enfermerasparaelmundo.org.

A vida de um refugiado

O comitê espanhol da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) ofereceu ao público neste verão a possibilidade de conhecer a realidade dos refugiados. A Plaza del Ayuntamiento de Valência (Espanha) foi onde a entidade instalou uma das barracas que se tornaram o lar temporário daqueles que fugiram à força de seus países, o que permitiu tornar visível a figura do refugiado e esclarecer que são pessoas cujo desejo é retornar aos seus países. Também permitiu que muitas pessoas soubessem que nem todos os refugiados chegam à Europa. 85% das pessoas que foram forçadas a fugir estão em países com poucos recursos, onde há poucos lugares onde eles podem ser recebidos e onde a ACNUR é forçada a montar campos de refugiados, que para eles são como uma «cidade grande» construída com casas pré-fabricadas e tendas onde as pessoas vivem em um ambiente de total incerteza. Iniciativas como essa permitem que os cidadãos entendam que é importante que essas pessoas tenham oportunidades e que elas podem contribuir muito para a sociedade com sua cultura e experiência.